terça-feira, 22 de maio de 2018

Terceirização dos filhos para a televisão, esportes, computador, celular, internet é a solução?

O conceito de terceirização pode ser definido “vulgarmente” como: delegar a um terceiro a responsabilidade de algo. Quando delegamos, significa que confiamos, acreditamos, damos crédito, melhor dizendo é quem irá realizar alguma ação em nosso lugar, digno de confiança. O leitor deve estar se perguntando: aonde ele quer chegar com isso? Pois bem, não quero nesse texto tratar da literalidade da palavra terceirização e sim, utilizá-la metaforicamente e comparadamente com a realidade social. Atualmente mais que antigamente, os pais, estão mais ocupados em seus afazeres profissionais do que o familiar. Uns saem de casa às 6 horas da manhã e só retornam para seus lares ao findar do dia. Trabalhar cotidianamente é realidade na vida da grande maioria da população brasileira, isso tudo para colocar na mesa “o pão nosso de cada dia”. Presente no mundo moderno, essa realidade é vivida por nossos genitores com muito afinco. Acompanhada de algumas consequências, a meu ver, a mais preocupante é a terceirização dos filhos. Ela ocorre quando nossos pais delegam suas responsabilidades paternais aos cuidados da: televisão, empregada doméstica, avós, babás, esportes, computador, internet, jogos em lan-house, vizinhos e tantos outros “pais”. Não podemos ser fundamentalistas ao extremo, dizendo que a televisão, a internet ou outrem, não contribuem salutarmente para educação dos filhos. Desqualificá-los literalmente? Jamais! Cada um deles têm seus devidos papeis a cada tempo da vida desde que utilizadas de forma moderada e adequada. Por outro lado, é função dos pais discernirem acerca dessas delegações se estão contribuindo de forma positiva ou negativa, ou se estão aptos ou não pra dar conta do “recado”. Outro fator importante é o papel fundamental que o pai e a mãe têm na criação dos seus filhos. Nenhum deles é mais importante que o outro, cada um tem o seu devido lugar na criação. Diante do exposto, talvez ainda suja a seguinte indagação: então o que fazer se tenho que trabalhar? Pois, se eu não o fizer meus filhos não comem, não vestem, não estudam etc. Responderia aos pais com outra pergunta que eles deveriam se fazer: quando chego do trabalho, dou o devido carinho, amor, atenção, afeto, conversa que eles tanto precisam? Pois, é o único tempo que tens para ficar com eles. Não sei se tal realidade é a sua, só sei que a terceirização é um fato e que sempre existirá em nossa sociedade. O que não poderá deixar de existir são os encontros e os reencontros entre pais e filhos, não importa que seja antes ou depois de qualquer situação, o importante será o ato de encontrar.

Wander Venerio Cardoso de Freitas

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