domingo, 1 de julho de 2018

SÃO LOURENÇO PATRONO DOS DIÁCONOS E A IMPORTÂNCIA DO DIACONATO PARA A IGREJA

A Igreja celebra no dia 10 de agosto a memória litúrgica de São Lourenço, patrono dos diáconos. Lourenço viveu seu diaconato junto ao Bispo de Roma, o então Papa São Sisto II, a quem serviu, como filho bom e obediente, e seguiu até a morte. Em 257, o imperador Valeriano publicou o decreto de perseguição contra os cristãos e, no ano seguinte, o Papa Sisto II foi detido e decapitado. Segundo as tradições enquanto o Pontífice se dirigia ao local da execução, São Lourenço ia junto com ele, chorando. “Onde vai sem seu diácono, meu pai?”, perguntava-lhe. O Papa respondeu: “Não pense que te abandono, meu filho, pois dentro de três dias me seguirás”. Lourenço foi morto na Cidade Eterna, com apenas 33 anos, idade bastante simbólica e expressiva para um espírito cheio de caridade como o dele, após ter sido obrigado a entregar às autoridades romanas as riquezas que a Igreja então possuía. Para espanto dos que lhe haviam de tirar a vida, apresentou os grandes e verdadeiros tesouros que um cristão deve estimar: os pobres e os doentes, os mendigos e os desabrigados, as viúvas e os órfãos, todos enfim por cuja eterna salvação o Senhor derramou o próprio sangue. Este santo foi, desde o século IV, um dos mártires mais venerados e seu nome aparece no cânon da Missa.
Segundo o Diretório do Ministério e Vida dos Diáconos Permanentes o serviço dos diáconos na Igreja é documentado desde os tempos apostólicos. Uma tradição consolidada, atestada já por Santo Ireneu e que confluiu na liturgia da ordenação, viu o início do diaconado no acontecimento da instituição dos « sete », de que falam os Atos dos Apóstolos (6, 1-6). No grau inicial da hierarquia sagrada estão portanto os diáconos, cujo ministério foi sempre tido em grande honra na Igreja. São Paulo saúda-os juntamente com os bispos no exórdio da Carta aos Filipenses (cf. Fil 1, 1) e na Primeira Carta a Timóteo enumera as qualidades e as virtudes de que devem estar revestidos para poder realizar dignamente o seu ministério (cf. 1 Tim 3, 8-13).

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Tomai, isto é o meu corpo!


“Tomai, isto é o meu corpo”(Mc 14,22) são as palavras pronunciadas por Nosso Senhor Jesus Cristo que é bendito para sempre! Nossa Senhora sua santíssima mãe também é bendita por que carregou por nove meses o Salvador da humanidade, como afirmou o Anjo Gabriel: "Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente" (Lc 1,31-32). E mais, ela foi o sacrário vivo de Deus, prova disso foi quando "Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo" (Lc 1, 41). Oh Pão Vivo descido do céu, Jesus Sacramentado, como diz São João Paulo II: “Alimentar-nos dele significa receber a própria vida de Deus, abrindo-nos à lógica do amor e da partilha”. Quão precioso é receber o Corpo e o Sangue de Jesus na Santa Missa, por isso São Francisco de Sales nos adverte acerca de duas espécies de pessoas que devem comungar com frequência: “Os perfeitos, para se conservarem na perfeição, e os imperfeitos, para chegarem à perfeição”. Oh quão santas são as palavras pronunciadas na Eucaristia, tamanha responsabilidade é a tua presbíteros, pois a cada sacrifício da Santa Missa é assistido pelo Espírito Santo e, no momento da Consagração, “miríades de anjos estão presentes para adorar a Deus! Ali estão eles, de todos os coros angélicos, desde os mais altos serafins até os anjos custódios. Onde está Deus, estão os santos anjos também”. Confirma São Cirilo: “Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, mas aceita com fé as palavras do Salvador; sendo Ele a Verdade, não mente”. Também Santo Afonso afirma: “Depois de morrer consumido de dores sobre um madeiro destinado aos maiores criminosos, vos colocastes sob as aparências do pão, para vos fazerdes nosso alimento e assim, unir-vos todo a cada um de nós. Dizei-me: que mais podíeis inventar para vos fazer amar?”. Oh fieis leigos quão zelosos tens que ser ao receber o Nosso Senhor, pois, Ele é digno de toda honra e toda glória para sempre. Santo Agostinho já nos exortava nesse sentido: “A mesma carne, com que andou (o Senhor) na terra, essa mesma nos deu a comer para nossa salvação; ninguém come aquela Carne sem primeiro a adorar…; não só não pecamos adorando-a, mas pecaríamos se a não adorássemos”. Por fim irmãos, tende consciência que “Sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós” (1 Coríntios 3:16), por isso mantenha o limpo, puro e sem mácula, pois, se o fizermos afirma São Tomás de Aquino seremos: “Preservados dos pecados mortais, porque a comunhão confere o aumento da graça que nos preserva das culpas graves” e “introduz-nos antecipadamente na vida eterna” conclui o Papa emérito Bento XVI.

Wander Venerio Cardoso de Freitas

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Curso de Adoração e Eucaristia

O curso 'Adoração e Eucaristia', do Pe. Francisco Sehem, aborda a encarnação, a eucaristia e a adoração de Jesus, com destaque aos mistérios da adoração. É ressaltada a importância da adoração na vida dos filhos e filhas de Deus, o que permite a reparação de nossa vida na presença do Senhor.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Aparições de Nossa Senhora e suas mensagens para o mundo

As Aparições de Maria são dons (do latim donu = presente) e sinais concretos de Deus entre nós. Tais acontecimentos veem ocorrendo no transcorrer da história em diversas partes do mundo. Dedicarei aqui, resumidamente, nas que ocorreram no México (GUADALUPE), França (LA SALETTE), França (LOURDES), Portugal (FÁTIMA) e Iugoslávia (MEDJOGORJE). Essas aparições marianas são de verdadeira autenticidade, inclusive tendo como testemunhas oculares: videntes (crianças e adultos), romeiros devotos, eclesiásticos, autoridades civis, imprensa, incrédulos e outros. Segundo Ingo Swann, “aparição é sempre experimentada exteriormente e em um ponto, lugar ou espaço bem definido fora do corpo e da mente. Se, por exemplo, vários videntes estão envolvidos, todos olham para o mesmo lugar, independente de como estejam posicionados”. Ainda, segundo ele, a maioria delas ocorrem em pequenos povoados ou lugares afastados e são de dois tipos: “falantes” e “não-falantes”. Cabe dizer ainda, que, nem todas as aparições de Maria Santíssima procede de aprovação eclesiástica, pois, para haver, é preciso uma cuidadosa investigação por parte da Igreja Católica Apostólica Romana. Em 9 de dezembro de 1531, no México, Nossa Senhora, Patrona das Américas, apareceu para o índio Juan Diego. Madrugada de sábado, antes do amanhecer, o índio estava seguindo caminho pela montanha para ir ao culto Divino (Missa) e à Catequese. Quando passava por uma colina chamada Tepeyac, ouviu no alto dela uma música semelhante ao canto de vários pássaros. “Ao escalar os quarenta metros até o topo, encontrou uma linda Senhora entre as algarobeiras, as opúncias e outras vegetações do deserto que ali cresciam”. “Ele inclinou-se diante Dela e ouviu Sua palavra, suave e cortês, como alguém que encanta e cativa muito. Ela disse-lhe “Juanito, o mais humilde dos meus filhos, onde você está indo”? Ele respondeu: “Minha Senhora e Menina, eu tenho que chegar à Sua igreja no México, Tlatilolco, para seguir as coisas divinas, que nos dão e ensinam nossos sacerdotes, delegados de Nosso Senhor”. Ela,

domingo, 27 de maio de 2018

Um tombo para nos convertermos!

O nosso auxílio está no nome do Senhor

O Senhor disse a Paulo: Não tenhas medo, porque eu estou contigo (At 18,9-10).

A PRESENÇA REAL DE JESUS NA EUCARISTIA - TRANSUBSTANCIAÇÃO


Tem se divulgado por ai, alguns ensinos acerca da Eucaristia, que não são compatíveis com a verdade e nem com os ensinamentos da Igreja. Por isso, quero fazer alguns esclarecimentos sobre o assunto, para que muitas dúvidas sejam dissipadas definitivamente da cabeça e do coração de alguns católicos sem fé. Para isso, não farei uso de conceitos meus, mas sim, do ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição e do Magistério da Igreja, e também, da herança espiritual dos Padres e dos santos da Igreja. Nosso Senhor Jesus Cristo, sabendo que chegara a hora de partir deste mundo para voltar a seu Pai, no decurso de uma refeição lavou os pés dos apóstolos e deu-lhes o mandamento do amor (cf. Jo 13,1-17). Para deixar-lhes uma garantia deste amor, para nunca afastar-se dos seus e para fazê-los participantes da sua Páscoa, instituiu a Eucaristia como memória da sua morte e da sua ressurreição, e ordenou aos seus apóstolos que a celebrassem até à sua volta, “constituindo-os então sacerdotes do Novo Testamento” (Concílio de Trento). Jesus escolheu o tempo da Páscoa para realizar o que tinha anunciado em Cafarnaum: dar aos seus discípulos seu Corpo e seu Sangue. (Catecismo da Igreja Católica - CIC). Quando chegou a hora, Jesus se pôs à mesa com os apóstolos. E disse: “Desejei muito comer com vocês esta ceia pascal, antes de sofrer. Pois eu lhe digo: nunca mais a comerei, até que ela se realize no Reino de Deus”. (Lc 22,14-16). A seguir, Jesus tomou um pão, agradeceu a Deus, o partiu e distribuiu a eles, dizendo: “Isto é o meu corpo, que é dado por vocês. Façam isto em memória de mim”. Depois da ceia, Jesus fez o mesmo com o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova aliança do meu sangue, que é derramado por vocês”. (cf. Lc 22,19-20). O mandamento de Jesus de repetir seus gestos e suas palavras “até que ele volte” não pede somente que se recorde de Jesus e do que ele fez. Visa a celebração litúrgica, pelos apóstolos e seus sucessores, do memorial de Cristo, da sua vida, da sua Morte, da sua Ressurreição e da sua intercessão junto ao Pai (cf. C.I.C).

Curso gratuito de Catecismo da Igreja Católica